O ano de 2025 ficou marcado pela afirmação de mulheres africanas que marcaram o continente em áreas-chave da vida cultural, institucional e simbólica do continente, com impacto na forma como África se representa e se projecta no mundo. Da governação à cultura, do activismo à inovação, várias lideranças femininas consolidaram trajectórias que influenciam narrativas, práticas e referências sociais em diferentes países africanos.

Lideranças femininas e novos símbolos de governação

Em 2025, Netumbo Nandi-Ndaitwah tornou-se a primeira mulher a assumir a Presidência da Namíbia, marcando um momento histórico na representação feminina ao mais alto nível do Estado. A sua tomada de posse foi, assim, amplamente interpretada como um símbolo da presença das mulheres em espaços de decisão no continente.

Na República Democrática do Congo, Judith Suminwa Tuluka reforçou a participação feminina em funções executivas, integrando, um movimento mais amplo de visibilidade das mulheres na condução de processos institucionais em África.

Mulheres africanas e influência económica global

No campo cultural e mediático, Chimamanda Ngozi Adichie, da Nigéria, manteve uma presença activa nos debates internacionais sobre género, identidade e literatura africana. Dessa forma, contribuiu para a valorização da produção intelectual do continente.

A cantora Angélique Kidjo, do Benim, continuou a utilizar a música e projectos educativos como instrumentos de valorização cultural e de promoção do papel das mulheres africanas. Já Mo Abudu, fundadora da EbonyLife Media, reforçou a internacionalização da indústria criativa africana, ampliando oportunidades no sector e fortalecendo a narrativa audiovisual do continente.

Mulheres que marcaram o activismo feminino e impacto cultural nas comunidades

O activismo feminino continuou a desempenhar um papel central na construção de narrativas sociais em África. Em Angola, por exemplo, Fernanda Renée Samuel, fundadora do projecto Otchiva, destacou-se pelo trabalho de conservação de mangais e zonas húmidas, com reconhecimento internacional no âmbito da Convenção de Ramsar.

Já na Tanzânia, Rebeca Gyumi prosseguiu a sua actuação na defesa dos direitos das crianças, influenciando reformas legais no combate ao casamento infantil. No Burkina Faso, Maïmouna Ba foi distinguida com o Prémio Nansen, pelo trabalho desenvolvido junto de crianças deslocadas e mulheres refugiadas.

Cultura, media e construção de narrativas africanas

No campo cultural e mediático, Chimamanda Ngozi Adichie, da Nigéria, manteve uma presença activa nos debates internacionais sobre género, identidade e literatura africana. Dessa forma, contribuiu para a valorização da produção intelectual do continente.

Por outro lado, a cantora Angélique Kidjo, do Benim, continuou a utilizar a música e projectos educativos como instrumentos de valorização cultural e de promoção do papel das mulheres africanas. Já Mo Abudu, fundadora da EbonyLife Media, reforçou a internacionalização da indústria criativa africana, ampliando oportunidades no sector e fortalecendo a narrativa audiovisual do continente.

Juventude, inovação e desporto como espaços de afirmação feminina

Em 2025, mulheres africanas destacaram-se também nos espaços de juventude, inovação e desporto. Aya Chebbi, da Tunísia, continuou a promover a participação activa da juventude e das mulheres em fóruns pan-africanos, enquanto Chido Cleopatra Mpemba, do Zimbabwe, emergiu como uma das principais vozes jovens na definição de políticas de inclusão no seio da União Africana.

No desporto, Kirsty Coventry, igualmente do Zimbabwe, tornou-se a primeira mulher africana a presidir ao Comité Olímpico Internacional, consolidando um marco simbólico para a representação do continente no desporto global.

Referências femininas e transformação cultural em África

Nesse contexto, as mulheres que marcaram o continente africano em 2025 evidenciam a consolidação de novas referências femininas na construção cultural, institucional e simbólica de África. Assim, a sua actuação contribui para redefinir imaginários, ampliar representações e, deste modo, reforçar o papel das mulheres como agentes activos na transformação das sociedades africanas.

Que outras mulheres africanas consideras que marcaram o continente em 2025?
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