A Dra. Dina Moreira, tricologista, especialista em saúde capilar, explica que o uso frequente de ferramentas térmicas, como secadores, pranchas e modeladores, tem impacto directo na saúde do cabelo. De acordo com a especialista, temperaturas elevadas, quando aplicadas de forma inadequada, provocam danos progressivos na estrutura capilar, afectando a resistência, a hidratação e a durabilidade dos fios.
Estrutura do cabelo e resposta ao calor
Do ponto de vista científico, o cabelo é composto essencialmente por queratina. Esta proteína organiza-se em cadeias que garantem resistência e elasticidade ao fio. No entanto, a exposição repetida a temperaturas elevadas provoca a desnaturação dessas proteínas.
Como resultado, a integridade da fibra capilar é comprometida. Investigação laboratorial demonstra que temperaturas superiores a 150 °C já são suficientes para causar danos nas cutículas, sobretudo em cabelos húmidos ou fragilizados por processos químicos.
Danos progressivos na fibra capilar
Quando o calor actua de forma contínua, as cutículas perdem a sua disposição natural em escamas sobrepostas. Assim, tornam-se irregulares e levantadas. Esta alteração facilita a perda de água e de lípidos naturais.
Logo, o cabelo apresenta-se mais seco, áspero ao toque e com maior tendência à quebra. Em situações mais severas, o calor excessivo provoca microfissuras no córtex, afectando de forma permanente a resistência do fio.
Perda de elasticidade e fragilidade dos fios
Além disso, estudos indicam que o uso constante de ferramentas térmicas sem protecção adequada reduz a elasticidade capilar. Com menor capacidade de deformação, o fio torna-se mais vulnerável à tração diária.
Ao longo do tempo, este enfraquecimento traduz-se em fios mais curtos, pontas irregulares e redução visível da densidade capilar. A aparência geral do cabelo perde vitalidade e uniformidade.
Uso consciente do calor na rotina capilar
Apesar dos riscos identificados, o calor continua a ser um recurso presente na rotina capilar moderna. Especialistas defendem que o impacto pode ser minimizado com práticas adequadas.
Entre as principais recomendações estão a redução da frequência de uso, o ajuste da temperatura ao tipo de cabelo e a não aplicação directa de calor sobre fios molhados. A utilização de produtos com função de protecção térmica também é apontada como medida preventiva relevante.
Danos acumulativos e sinais tardios
É importante salientar que o cabelo não desenvolve tolerância ao calor. Pelo contrário, os danos acumulam-se ao longo do tempo. Muitas mulheres apenas identificam o problema quando o cabelo começa a partir com facilidade ou deixa de responder aos tratamentos cosméticos habituais.
A identificação precoce das alterações estruturais torna-se essencial para evitar danos irreversíveis e preservar a saúde capilar a longo prazo.
No Jornada Capilar, a avaliação do dano térmico é realizada por observação clínica, permitindo identificar alterações na estrutura da fibra capilar e definir abordagens ajustadas ao seu estado.
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O próximo artigo irá abordar soluções indicadas para cabelos com danos profundos, com destaque para a reposição lipídica e a reposição proteica.
E tu, já notaste algum efeito do uso de calor nos teus fios? Partilha a tua experiência nos comentários!
