O Outubro Rosa assinala, em Outubro, a campanha de sensibilização para o cancro da mama, uma das doenças oncológicas mais frequentes entre as mulheres. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca a importância da detecção precoce, do diagnóstico atempado e do acesso ao tratamento.

De acordo com a Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro (IARC), em 2022 foram registados cerca de 2,3 milhões de novos casos de cancro da mama no mundo. A doença representou, nesse ano, 23,8% dos novos casos de cancro entre as mulheres.

Cancro da mama pode surgir em diferentes idades

O cancro da mama ocorre quando células anormais da mama crescem de forma descontrolada e podem formar um tumor. A doença pode surgir em mulheres de diferentes idades, embora o risco aumente com a idade.

Além disso, cerca de 80% dos casos ocorrem em mulheres que não apresentam factores de risco modificáveis específicos para além do sexo e da idade. Por essa razão, a ausência de histórico familiar não elimina o risco de desenvolver a doença.

Cancro da mama apresenta sinais que exigem atenção

Entre os sinais associados ao cancro da mama estão o aparecimento de um nódulo ou espessamento na mama, alterações no tamanho ou formato da mama e mudanças na pele.

Também podem surgir alterações no mamilo, retracção da pele, vermelhidão ou secreção anormal, sobretudo quando apresenta sangue. Um nódulo não significa necessariamente que exista cancro, mas deve ser avaliado por um profissional de saúde.

A OMS recomenda atenção a alterações persistentes ou inexplicadas nas mamas, mesmo quando não provocam dor. Assim, a avaliação clínica permite determinar a necessidade de outros exames.

Diagnóstico precoce pode reduzir o impacto da doença

A detecção precoce constitui uma das principais estratégias para reduzir a mortalidade associada ao cancro da mama. Segundo a OMS, existem duas componentes distintas: o diagnóstico precoce de pessoas que apresentam sinais e o rastreio de pessoas sem sintomas, através de exames adequados.

Neste contexto, a avaliação médica permite investigar alterações suspeitas e encaminhar a paciente para os exames necessários. A mamografia é um dos métodos utilizados no rastreio, mas a sua indicação depende da idade, do risco individual e das recomendações aplicáveis ao contexto de saúde.

Assim, não existe um único exame ou calendário adequado para todas as mulheres. O acompanhamento deve considerar as características e os factores de risco de cada paciente.

Factores de risco incluem idade, histórico familiar e outros

A idade é um dos principais factores associados ao cancro da mama. O histórico familiar da doença, algumas alterações genéticas, a obesidade, o consumo de álcool, o tabagismo, a exposição a radiação e determinados factores reprodutivos também podem aumentar o risco.

Por outro lado, a maioria das mulheres diagnosticadas não apresenta histórico familiar conhecido de cancro da mama. A OMS estima ainda que a maioria dos casos ocorre sem um factor de risco modificável específico, além do sexo feminino e do aumento da idade.

Alguns factores podem ser modificados, enquanto outros não dependem de escolhas individuais. Por essa razão, a prevenção deve ser acompanhada por estratégias de detecção precoce.

Tratamento depende do tipo e da extensão do cancro

O tratamento do cancro da mama é definido de acordo com o tipo de tumor, a sua extensão e as características da paciente. Entre as opções utilizadas estão cirurgia, radioterapia e tratamentos medicamentosos, incluindo terapias hormonais, quimioterapia e terapias dirigidas.

A OMS indica que os resultados do tratamento tendem a ser melhores quando a doença é identificada e tratada numa fase inicial. Por isso, o acesso atempado ao diagnóstico e ao tratamento constitui uma componente central das estratégias de controlo da doença.

Outubro Rosa reforça importância da informação

A campanha Outubro Rosa coloca o cancro da mama no centro da atenção pública durante o mês de Outubro. A iniciativa procura aumentar o conhecimento sobre os sinais da doença, os factores de risco e a importância do diagnóstico e tratamento atempados.

Além disso, a OMS estabeleceu a Iniciativa Global contra o Cancro da Mama, assente em três áreas: promoção da detecção precoce, diagnóstico atempado e tratamento abrangente.

Ao longo do mês, instituições de saúde e organizações ligadas à prevenção do cancro desenvolvem actividades de informação e sensibilização. A campanha integra, assim, um esforço mais amplo para reduzir os atrasos no diagnóstico e melhorar o acesso aos cuidados.

E na tua opinião, que informação sobre o cancro da mama ainda precisa de ser mais partilhada? Deixa a tua resposta nos comentários e ajuda a levar esta informação a mais mulheres.

Fontes institucionais: Organização Mundial da Saúde – Cancro da mama | Global Cancer Observatory – IARC/OMS

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