A 2.ª edição da Imersão FertiMulher realizou-se no dia 3 de Outubro, no Centro de Conferências de Belas, em Luanda, sob o tema “Maternidade Real”. O encontro reuniu especialistas de diferentes áreas, figuras públicas e mulheres para discutir os desafios da fertilidade, da saúde reprodutiva e da maternidade em Angola.
Promovida pela comunidade FertiMulher, criada pela médica ginecologista Stella Constantina, a iniciativa procurou aproximar a informação especializada das experiências vividas por mulheres e famílias. Além disso, a programação abordou, entre outros temas, infertilidade feminina e masculina, abortos de repetição, fertilização in vitro, barriga solidária, adopção, maternidade atípica, luto e as transformações do corpo depois da maternidade.
“Maternidade Real” leva diferentes experiências para o centro da discussão
Mantendo o conteúdo e apenas reforçando as palavras de transição e encurtando as frases:
Com o tema “Maternidade Real”, a segunda edição da imersão procurou apresentar a maternidade para além da gravidez e do nascimento. Desta forma, trouxe para o debate experiências, desafios e realidades que nem sempre são discutidos publicamente.
Por sua vez, a apresentação da iniciativa realizou-se a 24 de Setembro, no Talatona. Na ocasião, a gestora do projecto da comunidade FertiMulher, Dárcia Miguel, explicou que a organização procurou reunir profissionais com experiência técnica e vivências relacionadas com a maternidade.
Assim, a programação procurou aproximar diferentes perspectivas sobre os desafios que acompanham a maternidade.
Vice-Presidente da República fez a abertura da imersão
A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, marcou presença na 2.ª Imersão FertiMulher e fez o discurso de abertura do encontro.
A sua participação integrou a abertura de uma programação dedicada à discussão de temas relacionados com a saúde reprodutiva, fertilidade e maternidade em Angola.
Deste modo, a presença da Vice-Presidente da República marcou o início de uma iniciativa que procurou reunir especialistas, mulheres e outros intervenientes em torno de diferentes experiências da maternidade.

Fertilidade, infertilidade e reprodução estiveram em destaque
Um dos principais eixos da imersão foi a fertilidade e a infertilidade, com intervenções dedicadas tanto à realidade feminina como masculina.
A médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Elsa Frederico, abordou a infertilidade conjugal, enquanto a médica especializada em Cirurgia Geral, Urologia, Sexologia e Terapia de Casais, Florinda Miranda, levou para o debate a questão da fertilidade masculina.
Já a fundadora da comunidade FertiMulher, Stella Constantina, falou sobre “O Ciclo da Fertilidade, da Preparação ao Positivo”, abordando diferentes etapas do processo até à gravidez.
Além disso, a programação incluiu temas como abortos de repetição, fertilização in vitro, barriga solidária e adopção, ampliando a discussão sobre os diferentes caminhos e desafios relacionados com a parentalidade.
Maternidade atípica e saúde emocional também fizeram parte da programação
Mantendo o conteúdo e reforçando as palavras de transição, sem deixar o texto artificial:
A maternidade também foi analisada a partir de experiências que fogem dos modelos tradicionalmente apresentados. Neste contexto, a fisioterapeuta Chayah Mahi abordou a maternidade atípica.
Além disso, a psicóloga de saúde especializada em Terapia Cognitivo-Comportamental, Engrácia Luyeye, contribuiu para a reflexão sobre os aspectos emocionais associados à experiência da maternidade.
Por outro lado, o luto também esteve no centro da discussão. A psicóloga clínica Shendylene Elias abordou esta dimensão das experiências reprodutivas e familiares.
Por sua vez, a fisioterapeuta Olga Silva, especializada em Saúde da Mulher, falou sobre o corpo depois da maternidade. A intervenção destacou as transformações físicas que acompanham este período.
Desta forma, a programação reuniu diferentes perspectivas sobre os desafios físicos e emocionais associados à maternidade.
Participação masculina reforça debate sobre parentalidade
A programação procurou também ultrapassar a ideia de que a maternidade e os desafios da reprodução são exclusivamente femininos. Marco Victor participou na imersão para abordar o papel do homem na maternidade. Trouxe para o debate a importância da participação masculina ao longo da experiência da parentalidade.
A presença de temas relacionados com a infertilidade masculina e a participação dos homens na parentalidade permitiu trazer outras perspectivas para a discussão. Assim, reforçou-se a importância de uma abordagem conjunta da saúde reprodutiva e da parentalidade.
Deste modo, a FertiMulher procurou contribuir para uma conversa mais ampla sobre o papel dos homens na concepção, na gravidez e na parentalidade. O debate abordou ainda a importância do apoio às mulheres ao longo deste processo.
Artistas e convidados integraram a programação da imersão
Além dos momentos de debate e partilha de conhecimento, a imersão contou com a participação das cantoras Nair Nany e Edmazya Mayembe. As artistas fizeram parte das atracções da programação.
A apresentação esteve a cargo de Zuleica Wilson. Por sua vez, Lisandra Nelumba assumiu a moderação.
Ao mesmo tempo, a programação contou com diferentes convidados e momentos de reflexão. Desta forma, o encontro combinou informação especializada, partilha de experiências e entretenimento.
FertiMulher reúne comunidade dedicada à saúde da mulher
Criada pela médica ginecologista Stella Constantina, a FertiMulher tem desenvolvido iniciativas de informação e sensibilização sobre fertilidade, saúde sexual e reprodutiva e saúde da mulher.
Segundo a organização, a comunidade reúne actualmente mais de 80 mil mulheres, procurando criar espaços de acesso à informação e discussão sobre questões relacionadas com a saúde feminina. Nesta 2.ª edição da imersão, mais de 400 mulheres participaram no encontro, que reuniu especialistas, figuras públicas e diferentes participantes para uma conversa sobre a maternidade.
Com esta segunda edição, a comunidade reforçou a aposta numa abordagem que procura colocar as experiências reais das mulheres e das famílias no centro da conversa.
Uma maternidade com diferentes histórias
Ao colocar em discussão temas como infertilidade feminina e masculina, abortos de repetição, fertilização in vitro, barriga solidária, adopção, maternidade atípica, luto e as transformações do corpo, a FertiMulher procurou mostrar que existem diferentes experiências de maternidade.
Por isso, a “Maternidade Real” apresentada nesta edição reuniu diferentes histórias, perspectivas profissionais e experiências familiares. O encontro foi dedicado à informação e à reflexão sobre a saúde reprodutiva em Angola.
Além disso, a iniciativa abriu espaço para a discussão de temas que continuam a marcar a experiência da maternidade e da parentalidade no país.
Que tema relacionado com a maternidade considera importante continuar a discutir em Angola? Partilhe a sua opinião nos comentários.









