Conexão Feminina regressa a Luanda no próximo 28 de Março para a sua segunda edição, num encontro dedicado a educar, informar e sensibilizar a sociedade sobre a saúde do colo do útero. Integrado no mês de consciencialização sobre as doenças do colo uterino, o evento pretende reforçar a importância da prevenção, do rastreio regular e do diagnóstico precoce entre as mulheres angolanas.
O evento enquadra-se no mês de consciencialização sobre as doenças do colo uterino e terá como tema central “O útero é o lugar onde a vida começa, não onde termina.”
A iniciativa pretende reforçar a importância da prevenção e do acesso à informação, mobilizando mulheres, especialistas e organizações da sociedade civil para um debate aberto sobre a saúde feminina em Angola.
Cancro do colo do útero continua a ser o mais frequente entre mulheres angolanas
Dados recentes indicam que o cancro do colo do útero é actualmente o cancro mais frequente entre as mulheres angolanas, com cerca de 3.195 novos casos e 1.949 mortes registadas anualmente. Este cenário torna a doença uma das principais ameaças à saúde feminina no país.
Segundo o Instituto Angolano de Controlo do Cancro, a doença representa aproximadamente 17% de todos os casos de cancro registados em Angola, confirmando a sua elevada prevalência e impacto social.
Perante estes números, especialistas reforçam que a prevenção, o rastreio regular e o diagnóstico precoce continuam a ser estratégias fundamentais para reduzir a incidência da doença.
Conexão Feminina num apelo à consciência, prevenção e mudança
A segunda edição do Conexão Feminina surge como um movimento de consciencialização, educação e empoderamento, com o objectivo de incentivar as mulheres a priorizarem a sua saúde e adoptarem práticas preventivas.
O encontro contará com um painel totalmente composto por mulheres, de diferentes especialidades, que irão partilhar conhecimento e experiências com foco na melhoria da saúde feminina.
Entre os participantes destaca-se também a Liga Angolana Contra o Cancro, que deverá apresentar dados e informações sobre a incidência da doença e as estratégias de prevenção actualmente disponíveis.
Temas centrais em debate sobre saúde uterina no Conexão Feminina
Durante o evento serão discutidos vários aspectos relacionados com a saúde do colo do útero, incluindo:
- A importância do rastreio regular e do diagnóstico precoce;
- A necessidade de quebrar o silêncio e os tabus sobre a saúde uterina;
- A influência do estilo de vida na saúde do colo do útero;
- O papel da vacinação, do acompanhamento médico e da prevenção;
- O reforço do papel da mulher como agente activa na protecção da sua saúde;
- A importância da participação dos homens na prevenção e no apoio à saúde da mulher.
A organização pretende, assim, estimular uma maior consciência colectiva sobre a importância do cuidado com o corpo e da adopção de práticas preventivas.
Conexão Feminina promove informação e mobilização social
O Conexão Feminina é uma iniciativa dedicada à promoção da saúde, do bem-estar e da consciência feminina, através de encontros, diálogos e acções que visam informar, empoderar e conectar mulheres.
A iniciativa é liderada por Letícya Abílio, em colaboração com outras mulheres e organizações, entre as quais Jacana, Norberta Garcia e a Liga Angolana Contra o Cancro. O objectivo é devolver às mulheres o conhecimento, a consciência e o poder sobre o seu próprio corpo, promovendo uma cultura de prevenção, autocuidado e responsabilidade colectiva.
Num contexto em que milhares de mulheres continuam a ser afectadas todos os anos por uma doença amplamente prevenível, o Conexão Feminina posiciona-se como uma plataforma de educação, prevenção e mobilização social.
A segunda edição do Conexão Feminina realiza-se em Luanda no dia 28 de Março, reunindo especialistas, activistas e membros da sociedade civil em torno da saúde feminina e da prevenção do cancro do colo do útero.

O portal Mulheres.ao associa-se a esta iniciativa como Media Partner, reforçando o seu compromisso com a divulgação de temas relevantes para a saúde, informação e bem-estar das mulheres angolanas.
