Coordenadora de Marketing da Dukan Angola, fundadora da Publikê e uma das vozes mais consistentes da comunicação angolana, Cândida Van-Dúnem Bastos construiu o seu percurso com dedicação, visão integrada e uma honestidade rara sobre os desafios de ser mulher num sector exigente. Nesta entrevista, fala sobre escolhas, medos, marcas, liderança e o sonho que vai muito além do marketing.
Perceber quem é Cândida Bastos antes dos títulos e dos cargos
Antes de falar de marketing e de tudo o que conquistou — quem é a Cândida Bastos que acorda de manhã, que tem medos, que tem dúvidas? Como se descreveria a si mesma, a sério?
Cândida Bastos (C.B): A Cândida é uma mulher sonhadora, que mesmo com medo vai atrás do que quer e acredita.Adora dançar, adora ler, adora cinema, teatro, é apreciadora de arte de modo geral. Adora praia mesmo sem saber nadar (risos). É movida pela empatia, justiça, gentileza, educação e amor ao próximo. Tem a certeza que a maior arma do mundo é a educação.
Começou por querer seguir Direito. Houve um momento específico, uma conversa, um projecto, uma sensação em que percebeu que a comunicação era onde queria estar? O que aconteceu?
C.B: Percebi que havia um bichinho da comunicação em mim e que queria explorar esse caminho. Uma das minhas maiores referências sempre foi a minha irmã, a primeira Marketeer da família.Quando partilhei esse sonho com ela, encontrei não só incentivo, mas também a confiança de que estava a fazer a escolha certa.
Hoje, olho para trás sem arrependimentos. A publicidade trouxe-me desafios, aprendizado e muitas conquistas, mas, acima de tudo, trouxe-me algo difícil de explicar: aquele brilho nos olhos que surge sempre que falo sobre o que faço.
Olhando para o caminho percorrido, há uma decisão, talvez não a mais óbvia, que considera ter sido a mais determinante para se tornar a profissional que é hoje?
C.B: Dedicação, entrega e consistência. Muitas vezes abdiquei de momentos porque estava a trabalhar. Houve sábados em que a família estava reunida e eu estava focada em cumprir responsabilidades. Nem sempre foi fácil conciliar os dois lados, mas o compromisso com o trabalho, com a equipa e com os resultados falou mais alto. Hoje, olho para trás com a certeza de que o esforço teve um propósito.
Ser mulher num sector criativo e competitivo como a comunicação em Angola tem um peso próprio. Que barreiras encontrou que sabe que um homem no mesmo lugar provavelmente não encontraria?
C.B: Ser mulher na comunicação em Angola traz alguns desafios particulares, embora eu goste de olhar para eles mais como a realidade que precisamos de continuar a transformar.
Ao longo da minha carreira, senti que, por vezes, uma mulher precisa de provar a sua competência mais vezes antes de conquistar o mesmo nível de confiança ou autoridade. Em algumas situações, senti que características como firmeza, assertividade ou ambição são interpretadas de forma diferente quando vêm de uma mulher do que quando vêm de um homem.
Ao mesmo tempo, tive a sorte de trabalhar com pessoas que valorizaram o meu trabalho, as minhas ideias e os meus resultados. Por isso, procuro não focar a minha história nas barreiras, mas sim na forma como as fui ultrapassando. Acredito que a melhor resposta a qualquer dúvida sobre a nossa capacidade continua a ser a consistência, a entrega e a qualidade do trabalho que fazemos todos os dias.
Houve alguma fase da sua carreira em que pensou ‘não sei se consigo’ ou ‘talvez não seja para mim’? Se sim, o que a fez continuar?
C.B: Com certeza! O que me fez continuar foi perceber o impacto que o meu trabalho tinha na vida e nos negócios dos meus clientes, tanto em agência como nos projectos que desenvolvi como freelancer. Ver uma ideia ganhar vida, ajudar uma marca a crescer ou contribuir para que alguém atingisse os seus objectivos sempre foi extremamente gratificante.
A isso junta-se a confiança que tantas pessoas depositaram em mim ao longo do caminho. Saber que alguém acredita no nosso trabalho e nos escolhe para fazer parte da sua jornada é uma responsabilidade enorme, mas também uma das maiores motivações para continuar.
O que faz Cândida Bastos, o que aprendeu, e o que quer construir
A Publikê surgiu de uma necessidade que sentiu no mercado, mas que necessidade era essa, concretamente? O que existia, o que faltava?
C.B: A Publikê surgiu da percepção de que existiam profissionais talentosos, marcas a fazerem um trabalho interessante e um sector em constante evolução, mas poucos espaços dedicados a analisar, valorizar e discutir a comunicação e a criatividade de forma consistente.
Sentia que muitas campanhas eram lançadas, comentadas durante alguns dias e depois desapareciam da conversa, sem que houvesse uma reflexão mais profunda sobre as ideias, as estratégias e os resultados por detrás delas. Faltava um espaço que aproximasse profissionais, estudantes, marcas e entusiastas da comunicação, promovendo partilha de conhecimento e pensamento crítico.
Mais do que noticiar o que acontece no sector, a Publikê nasceu com a ambição de contribuir para a sua valorização, dando visibilidade ao talento local e criando conversas que ajudem a elevar a qualidade da indústria.
A Bee Executive foi uma escola. Se tivesse de escolher a aprendizagem mais importante que leva dessa fase, não a mais bonita para o CV, a mais real, qual seria?
C.B: A lição mais importante que levo da Bee Executive é que talento, por si só, não é suficiente. A criatividade é fundamental, mas a consistência, a responsabilidade e a capacidade de entregar, mesmo quando as circunstâncias não são ideais, são o que realmente faz a diferença.
Foi lá que percebi que liderar não é apenas ter boas ideias ou tomar decisões. É assumir responsabilidades, encontrar soluções, apoiar a equipa nos momentos mais difíceis e compreender que o nosso trabalho tem impacto directo nos resultados dos clientes. Nem sempre foi fácil. Houve dias de muita pressão, prazos apertados e desafios que me tiraram da zona de conforto. Mas foi precisamente nesses momentos que mais cresci, tanto a nível profissional como pessoal.
A Dukan é uma nova etapa. O que tornou este convite diferente dos outros? O que a fez dizer sim neste momento específico da sua vida?
C.B: A Dukan surgiu num momento em que sentia que estava preparada para um novo desafio. A Bee Executive foi uma escola e desempenhou um papel muito importante no meu crescimento profissional, mas chegou uma altura em que senti necessidade de me expor a novas realidades, novos modelos de negócio e novas formas de pensar a comunicação.
O que tornou este convite diferente foi precisamente o alinhamento entre aquilo que a oportunidade representava e aquilo que eu procurava para esta fase da minha carreira. Não foi apenas uma mudança de empresa, vi a possibilidade de continuar a crescer, aprender e contribuir de uma forma diferente. Por isso, o meu “sim” não foi apenas para uma nova função. Foi um “sim” ao meu próprio crescimento e à vontade de continuar a desafiar-me.
“Não foi apenas uma mudança de empresa. Vi a possibilidade de continuar a crescer, aprender e contribuir de uma forma diferente.”
A Dukan compete em consumo, moda, beleza, tecnologia e lifestyle, tudo ao mesmo tempo. Como é que uma marca com essa amplitude constrói identidade real junto ao consumidor angolano, sem perder o foco?
C.B: Não acredito que o foco de uma marca seja definido pelas categorias em que actua, mas pela clareza da sua proposta de valor. A Dukan pode estar presente em consumo, moda, beleza, tecnologia e lifestyle, mas o consumidor deve reconhecer sempre a mesma essência em todos os pontos de contacto.
Para mim, a identidade da Dukan está a ser construída em torno da proximidade com o consumidor angolano, da conveniência, da diversidade de oferta e da capacidade de responder às suas necessidades do dia-a-dia. Quando essa base é sólida, a amplitude deixa de ser uma ameaça ao foco e passa a ser uma vantagem competitiva.
Há uma frase que ouço muito no marketing: ‘as marcas já não competem por atenção, competem por relevância.’ Na prática, em Angola, o que significa uma marca ser relevante para quem compra?
C.B: Na prática, em Angola, ser relevante significa a marca estar presente na vida real das pessoas e não apenas na publicidade. É ser útil no momento certo, simples de usar e lembrada quando existe uma necessidade concreta.
Um exemplo claro é a Dukan. A marca faz parte do quotidiano de muitos angolanos porque consegue responder a diferentes necessidades num só lugar. Ou seja, não compete apenas pela atenção das campanhas, compete porque já está integrada nos hábitos de compra de muitas famílias. É isso que torna uma marca relevante: quando deixa de ser apenas uma marca que as pessoas conhecem e passa a ser uma marca que as pessoas usam, escolhem e recomendam
naturalmente.
Nos próximos meses na Dukan, quais são as duas ou três prioridades que quer mesmo ver acontecer, não as que vai dizer em público, as reais?
C.B: As três prioridades reais seriam: aproximar ainda mais a Dukan da cultura jovem angolana de forma activa, não só estética, gostaria de ver a marca contar as grandes histórias através de rostos, cenários e narrativas angolanas, com a mesma ambição e qualidade das campanhas internacionais. Depois, começar activações pequenas que provem que a marca consegue criar experiências memoráveis além do digital. E, por fim, eventos criados com parceiros estratégicos, cultura, moda, música, lifestyle, onde a Dukan entra como marca anfitriã e não apenas
patrocinadora.
O seu percurso cruza publicidade, digital, branding, storytelling e comportamento do consumidor. Como é que essa visão integrada, em vez de especialista numa só área, muda a forma de trabalhar uma marca?
C.B: A minha visão é que as marcas não são construídas por disciplinas isoladas. Uma campanha pode ser criativa, o branding pode estar bem definido e o digital pode ter bons resultados, mas se tudo isso não contar a mesma história e não responder ao comportamento real do consumidor,
perde o impacto.
Ter uma visão integrada permite-me olhar para a marca de forma mais estratégica: perceber como ela se posiciona, como comunica, como é percebida pelas pessoas e como cada ponto de contacto contribui para a construção dessa percepção. No fundo, ajuda-me a garantir que a marca não está apenas a comunicar, mas a criar uma experiência consistente e relevante para quem a acompanha.
O consumidor angolano mudou muito, sobretudo no digital. O que mais a surpreende nessa mudança? O que as marcas ainda não perceberam sobre este novo consumidor?
C.B: O que mais me surpreende é a velocidade com que o consumidor angolano passou de receptor a participante. Hoje, ele comenta, questiona, compara preços, valida opiniões e influencia decisões de compra. Já não consome conteúdo de forma passiva.
O que muitas marcas ainda não perceberam é que a atenção já não é garantida. O consumidor está mais informado, mais exigente e identifica rapidamente quando uma marca está apenas a vender ou quando tem algo relevante para dizer. As marcas que continuam a comunicar de forma unilateral correm o risco de falar muito e ser pouco ouvidas. Hoje, mais do que comunicar para as pessoas, é preciso comunicar com elas.
Para os jovens angolanos que querem entrar na comunicação e no marketing hoje, o que é mesmo indispensável? O que acha que não se ensina nas faculdades?
C.B: Para quem quer entrar na Comunicação e no Marketing hoje, a curiosidade é provavelmente a competência mais importante. As ferramentas mudam, as plataformas evoluem e as tendências passam, mas a capacidade de observar pessoas, compreender comportamentos e aprender constantemente continua a fazer a diferença.
O que muitas vezes não se ensina nas faculdades é que Marketing não é apenas criatividade ou estratégia, é também empatia, capacidade de adaptação e pensamento crítico. Saber ouvir, interpretar contextos e transformar insights em soluções relevantes é tão importante quanto dominar qualquer ferramenta ou teoria.
O que vê, o que sente falta e o que quer ver mudar
Como está, de facto, o espaço da mulher angolana nas áreas de comunicação, marketing e liderança empresarial? Há progresso real ou ainda é muito discurso?
C.B: Há progresso real, sem dúvida. Hoje vemos mais mulheres angolanas a liderar equipas, empresas, agências e projectos de grande impacto do que há alguns anos. Na Comunicação e no Marketing, em particular, as mulheres têm uma presença muito forte e são responsáveis por grande parte do trabalho estratégico e criativo que acontece no mercado.
Mas também seria ingénuo dizer que o desafio está resolvido. Ainda existe uma diferença entre estar presente e ter poder de decisão. Em muitos contextos, as mulheres continuam a precisar de provar mais, entregar mais e errar menos para alcançar o mesmo reconhecimento. Por isso, acredito que o progresso é real, mas ainda não é proporcional ao talento que existe.
A verdadeira mudança acontecerá quando deixarmos de celebrar a presença de mulheres em cargos de liderança como uma excepção e passarmos a vê-la como algo absolutamente normal. Quando isso acontecer, saberemos que deixámos o discurso para trás.
Se pudesse mudar uma coisa, só uma, no mercado criativo e empresarial angolano para as mulheres, o que mudaria?
C.B: Eu mudaria a forma como a ambição feminina é percebida. Ainda hoje, quando um homem é ambicioso, ele é visto como determinado; quando uma mulher é ambiciosa, muitas vezes é vista como difícil, exigente ou até arrogante.
Acredito que muitas barreiras não estão na competência das mulheres, mas nas expectativas que a sociedade continua a ter sobre elas. No dia em que uma mulher puder liderar, negociar, exigir resultados e ocupar espaço sem que isso seja constantemente interpretado de forma diferente, teremos dado um dos passos mais importantes para uma verdadeira igualdade de oportunidades.
“Muitas barreiras não estão na competência das mulheres, mas nas expectativas que a sociedade continua a ter sobre elas.”
A pessoa por detrás da profissional
Fora do trabalho, e queremos mesmo fora do trabalho, o que faz a Cândida quando precisa de voltar a si? Que momentos, hábitos ou pessoas a recarregam de verdade?
C.B: Fora do trabalho, gosto de ler e de tirar notas sobre aquilo que leio. Adoro dançar e ouvir música, é uma das formas que tenho de viajar sem sair do lugar. Também gosto muito de conversar sobre coisas que observei ao longo do dia, seja na rua, no trabalho ou noutro contexto qualquer. Sou uma observadora nata e tenho uma curiosidade especial pelo comportamento das pessoas, sobretudo do consumidor actual.
Mas também valorizo muito os momentos de pausa. Gosto de simplesmente estar deitada, sem pensar em nada e sem fazer nada. Preciso desses momentos para desanuviar, recarregar energias e voltar a mim. E, acima de tudo, as pessoas que mais me recarregam são a minha família, os meus amigos e o meu parceiro.
O sector em que trabalha é acelerado, exigente e não perdoa muito. Como cuida da sua cabeça e do seu estado emocional no meio de tudo isso? Tem uma prática, um ritual, uma fronteira que defende a todo o custo?
C.B: Lembro-me muitas vezes de uma das minhas passagens bíblicas favoritas: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo.” (João 16:33). Ela ajuda-me a colocar as coisas em perspectiva e a lembrar-me que os desafios fazem parte do caminho.
Na prática, cuido da minha saúde mental através da terapia, de hábitos simples como beber águae, sobretudo, de uma tentativa consciente de não pôr o coração em tudo nem sofrer por antecipação. Nem sempre é fácil, mas procuro lembrar-me de que nem tudo está sob o nosso controlo. E há algo que considero essencial: estar com a minha família, os meus amigos e o meu parceiro. São eles que conseguem transformar um dia menos bom em algo mais leve.
Se pudesse sentar-se à mesa com as mulheres que nos estão a ler agora, algumas no início da carreira, algumas no meio, algumas a pensar em desistir, o que lhes diria?
C.B: Não o que é bonito dizer. O que diria mesmo. Diria que nem sempre vai correr bem. Nem sempre vão reconhecer o vosso trabalho, nem sempre
serão escolhidas, nem sempre vão perceber o vosso valor quando deviam. E isso dói.
Mas também diria para não tomarem um “não” como uma sentença sobre quem são. Muitas vezes, é apenas uma circunstância, um timing errado ou uma porta que não era para vocês.
Às mulheres que estão no início, diria para terem coragem de ocupar espaço antes de se sentirem totalmente preparadas. Aos homens raramente é exigido que saibam tudo para avançar; às mulheres, muitas vezes, sim. Não esperem pela perfeição.
Às que estão no meio do caminho e cansadas, diria que o sucesso perde um pouco do encanto quando chega à custa da nossa paz. Não sacrifiquem tudo para provar alguma coisa a alguém.
E às que estão a pensar desistir, diria apenas isto: tenham a certeza de que querem desistir do sonho e não apenas da exaustão. Porque às vezes o que precisa de acabar não é o sonho, é a forma como estamos a tentar alcançá-lo.
“Tenham a certeza de que querem desistir do sonho e não apenas da exaustão. Às vezes o que precisa de acabar não é o sonho, é a forma como estamos a tentar alcançá-lo.”
Há um sonho profissional que ainda não concretizou, um projecto, uma ideia, uma versão de si que ainda não veio ao mundo. Pode contar-nos qual é?
C.B: Tenho alguns sonhos profissionais que ainda não concretizei. Gostaria muito de trabalhar co marcas que admiro profundamente, como a Netflix, a Heinz e a Burger King. E, se um dia a Netflix chegar oficialmente a Angola, adoraria fazer parte dessa implementação e ajudar a construir essa história no nosso mercado.
Mas há um sonho que vai para além da comunicação e dos negócios. Gostaria de criar um centro educacional onde nenhuma criança fosse excluída por falta de recursos. Um espaço completo, com biblioteca, campo de futebol, piscina, quadra de basquetebol, ballet, jiu-jitsu e actividades que ajudassem a desenvolver não apenas o conhecimento, mas também o carácter, a disciplina e os sonhos dessas crianças.
A ideia seria criar um modelo sustentável, onde as famílias com condições financeiras contribuíssem para o funcionamento do projecto, complementado pelo apoio de instituições e parceiros que acreditam que a educação deve ser para todos. E, se pudesse sonhar ainda mais alto, gostaria de ver esse modelo crescer e chegar a outros países africanos.
No fundo, uma das versões de mim que ainda não veio ao mundo é essa: alguém que usa aquilo que construiu profissionalmente para abrir portas a outras pessoas. Tudo começa pela Educação, que para mim, sempre será a maior arma do mundo.
Entre campanhas, estratégias e desafios profissionais, Cândida Bastos deixa uma mensagem clara para as mulheres que sonham ocupar espaço e transformar realidades: o crescimento profissional não deve acontecer à custa do bem-estar pessoal. Com uma trajectória construída na dedicação e na aprendizagem contínua, acredita que o verdadeiro impacto está em abrir caminhos para que outras mulheres também possam crescer.
E tu, já sentiste que precisavas de escolher entre a tua carreira e a tua paz? Partilha a tua opinião nos comentários e junta-te à conversa.
Outras matérias:
– Cândida Van-Dúnem Bastos: A Criadora de tendências na publicidade angolana
– À conversa com Natália Yange: uma leitura sobre trabalho, mulheres e o propósito do Mulheres.ao
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